Lima Barreto
"Mulheres negras escrevem de modo diferente das mulheres brancas", disse certa vez Toni Morrison, vencedora do Nobel de literatura em 1993. Longe de inflar um conflito de etnias, a intenção da autora é de diferenciar estilos e temas das literaturas feitos por brancos e por negros. Neste Dia da Consciência Negra, - 20/11 - estamos lembrando a trajetória de cinco escritores negros que têm seus nomes marcados na história da literatura brasileira e mundial.
Machado de Assis
O escritor, que era descendente de escravos alforriados, é o autor dos célebres romances “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”. Segundo o crítico literário americano Harold Bloom, o brasileiro é o maior autor negro da literatura ocidental: “Machado reúne os pré-requisitos da genialidade. Possui exuberância, concisão e uma visão irônica ímpar do mundo”, comentou. Neste ano comemoramos também o centenário do Bruxo do Cosme Velho.
Lima Barreto
O autor contemporâneo de Machado ficou consagrado pelo livro “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Barreto é responsável por frases lapidares, como a que resume o comportamento político no país: “O Brasil não tem povo, tem público”. Apesar de ter deixado poucos trabalhos, seu legado foi passado para a geração modernista, sobretudo Mario de Andrade.
Nelson Saúte
O moçambicano tem sua pátria como tema central de seus poemas e romances. Em “Os Narradores da Sobrevivência”, publicado em 2000, Saúte retrata a guerra civil que assolou Moçambique na década de 1980. A vantagem é ver o que se passa no continente africano a partir da visão de um de seus habitantes.
Agostinho Neto
Para quem pretende se aprofundar na história da África pós-colonial, os livros de Agostinho Neto devem ser de cabeceira. Ele foi o primeiro presidente de Angola e vencedor do Prêmio Lênin da Paz. Seus poemas trazem a temática da libertação e da união negra, como “Voz do Sangue”, que diz: “Eu vos sinto/negros de todo o mundo/eu vivo a vossa Dor/meus irmãos”.
Toni Morrison
É a ganhadora do Nobel por “A Canção de Solomon”, cujo personagem central busca sua identidade negra a partir do resgate dos seus antepassados. O livro já foi discutido e recomendado por Oprah Winfrey, apresentadora afro-americana de talk-shows. Depois de Richard Wright, autor negro dos anos de 1940, foi a segunda afro-descendente a vencer o National Book Award dos EUA.
Fonte: http://www.abril.com.br/noticias/
2 comentários:
nossa me ajudo muito na minha pesquisa muito obrigada!!!!
Obg *0*
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