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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Morre dramaturgo Harold Pinter, Nobel de Literatura

O dramaturgo britânico e ganhador do Nobel de Literatura Harold Pinter, famoso pelos retratos mordazes e reflexivos sobre a vida doméstica, morreu aos 78 anos, informou a mídia britânica na quinta-feira. Pinter, que sofria de câncer, morreu na quarta-feira. Ele recebeu o Nobel de literatura em 2005 pelo conjunto de sua obra, incluindo as peças "The Birthday Party" e "The Homecoming", consideradas pelos críticos como duas das melhores dos últimos cinquenta anos.

O dramaturgo opôs-se abertamente à invasão do Iraque, em 2003, comparando o governo do atual presidente norte-americano, George W. Bush, aos nazistas e chamando o ex-premiê britânico Tony Blair de "assassino em massa". No fim da vida, Pinter tornou-se um ativista político, defendendo os direitos humanos e o desarmamento nuclear. Ele também declarou-se contra a polícia internacional do Ocidente.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Publicada em Londres biografia de Gabriel García Márquez

A primeira "biografia autorizada" do Nobel de Literatura colombiano, Gabriel García Márquez, a life, do britânico Gerald Martin, foi publicada nesta segunda-feira em Londres, anunciou a editora Bloomsbury.

Segundo a casa editorial, "a primeira biografia" do autor de Cem anos de solidão, é resultado das entrevistas concedidas durante 15 anos a Martin por García Márquez.
Martin, catedrático da disciplina Línguas Modernas da Universidade de Pittsburgh (EUA) é considerado pelo escritor colombiano como seu biógrafo "oficial", afirmou a portavoz da editora, Anya Rosenberg.

Para este projeto, o britânico conversou com 300 pessoas: desde familiares do escritor a alguns de seus melhores amigos, como o também escritor colombiano, Alvaro Mutis, passando por líderes políticos, entre eles o cubano Fidel Castro, com quem García Márquez mantém uma longa amizade. Martin entrevistou também os escritores Carlos Fuentes, do México, e Mario Vargas Llosa, do Peru, além de vários presidentes da Colômbia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008


Até José Saramago abriu um blog. Até o Prêmio Nobel de Literatura. O celebrado escritor, que completa 86 anos em novembro, intensifica sua aproximação com o público. Caiu a última trincheira de resistência contra a ferramenta. O autor de Ensaio sobre a cegueira e O evangelho segundo Jesus Cristo decidiu criar "um espaço para comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, o que vier a talhe de foice". Se antes os blogueiros tomaram as estantes e livrarias, numa invasão organizada dos posts para as páginas, os escritores descobriram que estavam perdendo espaço e procuraram recuperar o tempo perdido. Sucedendo o movimento da rede aos livros, a trajetória agora é dos livros para a rede.

(Leia a matéria completa, na Revista
Cultural
, da Livraria Cultura).

Orhan Pamuk critica falta de liberdades na Turquia na abertura da Feira de Frankfurt


O Prêmio Nobel da Literatura Orhan Pamuk criticou hoje as limitações à liberdade de expressão no seu país, a Turquia, na cerimónia inaugural da Feira do Livro de Frankfurt. "A tendência do Estado turco para proibir livros e punir escritores mantém-se, lamentavelmente", disse Pamuk na abertura do maior certame mundial do género, que agrupa este ano 7400 expositores de cerca de 100 países, e no qual a Turquia é o convidado de honra.

O Presidente turco Abdullah Gul, que falou também na inauguração da Feira do Livro de Frankfurt, admitiu que a liberdade de opinião "ainda não foi totalmente alcançada" no seu país, mas garantiu que a Turquia "está no bom caminho" para o conseguir. Pamuk lembrou que na Turqia o acesso ao Youtube e outras páginas nacionais e internacionais na internet "é vedado às pessoas, por razões políticas". (Berlim, 14 Out - Lusa)

sábado, 11 de outubro de 2008

Os últimos 15 vencedores do Prêmio Nobel de Literatura


ESTOCOLMO (AFP) — A seguir a lista dos 15 últimos vencedores da premiação.


2008: Jean-Marie Gustave Le Clézio (França)

2007: Doris Lessing (Grã-Bretanha)

2006: Orhan Pamuk (Turquia)

2005: Harold Pinter (Grã-Bretanha)

2004: Elfriede Jelinek (Áustria)

2003: John Maxwell Coetzee (África do Sul)

2002: Imre Kertész (Hungria)

2001: VS Naipaul (Grã-Bretanha)

2000: Gao Xingjian (França)

1999: Gunter Grass (Alemanha)

1998: José Saramago (Portugal)

1997: Dario Fo (Itália)

1996: Wislawa Szymborska (Polônia)

1995: Seamus Heaney (Irlanda)

1994: Kenzaburo Oé (Japão)

1993: Toni Morrison (Estados Unidos)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Francês Le Clézio é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura


O mais prestigioso e cobiçado prêmio literário do mundo vai para o escritor Jean-Marie Gustave Le Clézio, anunciado nesta quinta, 9, o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2008. A Academia considerou Le Clézio "um escritor da ruptura, da aventura poética e do êxtase sensual, explorador de uma humanidade além da civilização dominante". O escritor se destacou como romancista com Deserto, em 1908, uma obra que, segundo a Academia "contém imagens magníficas de uma cultura perdida no deserto do norte da África, com a descrição da Europa vista pelos imigrantes indesejados".

Com mais de 30 livros publicados, Le Clézio é o primeiro escritor nascido na França a ganhar o prêmio após Claude Simon, em 1985. Em 2000, o Nobel foi concedido ao escritor nascido na China, mas naturalizado francês Gao Xingjian. O prêmio Nobel de literatura consiste em 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,3 milhão ou R$ 2,63 milhões), uma medalha de ouro e um diploma.

Le Clézio, de 68 anos, vive entre Albuquerque, no Novo México, a ilha Maurício e Nice, cidade francesa onde nasceu em 13 de abril de 1940. Sua forte ligação com a ilha Maurício, antiga colônia francesa conquistada pelos britânicos em 1810, vem do fato de seus pais terem nascido lá. Seu pai era um médico inglês e sua mãe, francesa. Aos 8 anos, mudou-se com a família para a Nigéria, onde seu pai trabalhou como médico durante a 2.ª Guerra Mundial e aí começou precocemente sua carreira literária, com dois livros: Un Long Voyage e Orandi Noir. Ele cresceu entre duas línguas, francês e inglês. Em 1950, sua família voltou para Nice. Formado em Letras, estudou na França, na Inglaterra e fez sua tese de doutorado no México. É autor de romances, contos, ensaios, novelas, literatura infanto-juvenil, e ainda jovem, aos 23 anos, ganhou o prêmio literário Renaudot pelo seu livro Le Procès-verbal, chamando a atenção para sua literatura. É casado e tem duas filhas.

No Brasil, tem alguns livros publicados, entre eles, À Procura do Ouro (Brasiliense, 1985) O Deserto (Brasiliense, 1986); Diego e Frida (Escrita, 1994) A Quarentena (Companhia das Letras, 1997) e Peixe Dourado (Companhia das Letras, 2001) e O Africano, (Cosac & Naif, 2007). Os três últimos ainda podem ser encontrados nas livrarias. A editora vai publicar um novo título do autor, Ballanciner, com a reunião de três entrevistas, além de artigos sobre cinema.

www.estadao.com.br - 09/10/08