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terça-feira, 28 de abril de 2009

O triste fim de Policarpo Quaresma


O livro, um clássico da literatura brasileira, trata da vida de um modesto funcionário público, em três etapas de sua existência: sua entrada no serviço público, sua transformação em proprietário rural e como voluntário na Revolta da Armada. É uma sátira impiedosa do Brasil oficial.

Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance do pré-modernismo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento.Escrito por Afonso Henrique de Lima Barreto, foi levado a público pela primeira vez em folhetins, publicados, entre Agosto e Outubro de 1911, na edição da tarde do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Em 1915, também no Rio de Janeiro, a obra foi pela primeira vez impressa em livro, em edição do autor.

O romance discute principalmente a questão do nacionalismo, mas também fala do abismo existente entre as pessoas idealistas e aquelas que se preocupam apenas com seus interesses e com sua vida comum. Com uma narrativa leve que em alguns pontos chega a ser cômica, mas sempre salpicada de pequenas críticas a vários aspectos da sociedade, a história se torna mais tensa apenas quando o autor analisa a loucura e no seu final, quando são feitas duras críticas ao positivismo e ao presidente Floriano Peixoto (1891-1894).

O autor optou por escrever a narrativa numa linguagem próxima à informal falada entre os cariocas. Ela se desenvolve em torno de Policarpo Quaresma, brasileiro extremamente nacionalista, e é dividida em três partes, cada uma contendo cinco capítulos.

O AUTOR

O autor, Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de Novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores brasileiros. Lima Barreto foi o crítico mais agudo da época da República Velha no Brasil, rompendo com o nacionalismo ufanista e pondo a nu a roupagem da República, que manteve os privilégios de famílias aristocráticas e dos militares. Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os arruinados.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Escritores afro-descendentes lembrados no Dia da Consciência Negra

Lima Barreto


"Mulheres negras escrevem de modo diferente das mulheres brancas", disse certa vez Toni Morrison, vencedora do Nobel de literatura em 1993. Longe de inflar um conflito de etnias, a intenção da autora é de diferenciar estilos e temas das literaturas feitos por brancos e por negros. Neste Dia da Consciência Negra, - 20/11 - estamos lembrando a trajetória de cinco escritores negros que têm seus nomes marcados na história da literatura brasileira e mundial.

Machado de Assis

O escritor, que era descendente de escravos alforriados, é o autor dos célebres romances “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”. Segundo o crítico literário americano Harold Bloom, o brasileiro é o maior autor negro da literatura ocidental: “Machado reúne os pré-requisitos da genialidade. Possui exuberância, concisão e uma visão irônica ímpar do mundo”, comentou. Neste ano comemoramos também o centenário do Bruxo do Cosme Velho.

Lima Barreto

O autor contemporâneo de Machado ficou consagrado pelo livro “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Barreto é responsável por frases lapidares, como a que resume o comportamento político no país: “O Brasil não tem povo, tem público”. Apesar de ter deixado poucos trabalhos, seu legado foi passado para a geração modernista, sobretudo Mario de Andrade.

Nelson Saúte

O moçambicano tem sua pátria como tema central de seus poemas e romances. Em “Os Narradores da Sobrevivência”, publicado em 2000, Saúte retrata a guerra civil que assolou Moçambique na década de 1980. A vantagem é ver o que se passa no continente africano a partir da visão de um de seus habitantes.

Agostinho Neto

Para quem pretende se aprofundar na história da África pós-colonial, os livros de Agostinho Neto devem ser de cabeceira. Ele foi o primeiro presidente de Angola e vencedor do Prêmio Lênin da Paz. Seus poemas trazem a temática da libertação e da união negra, como “Voz do Sangue”, que diz: “Eu vos sinto/negros de todo o mundo/eu vivo a vossa Dor/meus irmãos”.

Toni Morrison

É a ganhadora do Nobel por “A Canção de Solomon”, cujo personagem central busca sua identidade negra a partir do resgate dos seus antepassados. O livro já foi discutido e recomendado por Oprah Winfrey, apresentadora afro-americana de talk-shows. Depois de Richard Wright, autor negro dos anos de 1940, foi a segunda afro-descendente a vencer o National Book Award dos EUA.

Fonte: http://www.abril.com.br/noticias/