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domingo, 23 de novembro de 2008

Com o romance "O Filho Eterno" o escritor Cristovão Tezza aborda o tema da síndrome de Down

"Escrever é uma atividade sem volta."
Cristovão Tezza

Com o romance "O Filho Eterno", o escritor Cristovão Tezza, residente em Curitiba desde 1961, professor de língua portuguesa e profissional de letras, alcança um merecido reconhecimento. O romance, editado pela Record, conquistou diversos prêmios literários, entre eles o importante Prêmio Jabuti ("O melhor romance"), o Prêmio Portugal Telecom, o Prêmio Bravo ! ("Livro do Ano") e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte. O livro vem sendo considerado pela crítica como o grande acontecimento literário deste ano.

O romance conta a história de Cristovão e Felipe, o pai e seu filho com síndrome de Down. Como o protagonista de seu romance, o autor tem um filho nesta situação e conta este drama familiar. Sobre o livro, diz o autor:
"O Filho Eterno foi talvez o mais difícil livro que escrevi, porque é um livro muito pessoal, que conta a relação de um pai com um filho com síndrome de Down. Eu nunca tinha tocado nesse assunto em qualquer trabalho anterior, o assunto estava muito próximo e, na verdade, eu nunca me senti escritor suficiente para enfrentar o tema. Finalmente eu me senti mais maduro e de dois anos para cá trabalhei neste livro, que está tendo uma repercussão absolutamente fantástica, inesperada para mim. Eu sinto que ficou um livro muito forte".
Em entrevista ao Correio Braziliense, Tezza registra a sua sensação ao contar este relato autobiográfico: "Para mim, foi uma libertação. Sinceramente: como escritor, eu precisava escrever esse livro. Parece que saí de uma caverna escura. Era um tema que estava engasgado".

Quem é

Nascido em Lages (Santa Catarina), há 56 anos, Cristovão Tezza não é um escritor estreante. Tem muitos anos de estrada e já publicou, além de "O Filho Eterno", os romances "Trapo", "O Fantasma da Infância", "Aventuras Provisórias", "O Fotógrafo", "Breve Espaço entre Cor e Sombra", "Uma Noite em Curitiba", "Juliano Pavollini", "A Suavidade do Vento", "Ensaio da Paixão", "A Primeira Noite de Liberdade", "O Terrorista Lírico", "A Cidade Inventada" e "Gran Circo das Américas". Publicou também, na categoria de "Não-ficção", o ensaio "Entre a Prosa e a Poesia: Bakhtin e o formalismo russo" e os didáticos "Prática de texto para estudantes universitários" e "Oficina de texto", em parceria com Carlos Alberto Faraco.

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sábado, 1 de novembro de 2008

Com livro infantil, Ignácio de Loyola Brandão vence o Prêmio Jabuti 2008


Com o livro infantil "O Menino que Vendia Palavras" (Objetiva), o escritor Ignácio de Loyola Brandão foi vencedor da categoria Melhor Livro de Ficção do prêmio Jabuti, que em 2008 completa sua 50ª edição. Na categoria Melhor Livro de Não-Ficção, o premiado foi Laurentino Gomes, com o livro-reportagem histórico "1808" (Planeta). Ambos receberam o troféu dourado do Jabuti e um prêmio de R$ 30 mil. As duas principais categorias do prêmio foram anunciadas na noite desta sexta-feira (31), na Sala São Paulo, em São Paulo.

O livro-reportagem "1808", do jornalista paranaense Laurentino Gomes, 52, alcançou grande sucesso no mercado editorial este ano com sua descrição da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Após a premiação, na qual recebeu o troféu por Melhor Livro de Não-Ficção, o autor afirmou que "a repercussão do livro mostra como pesquisadores e estudiosos devem se preocupar em transmitir o conhecimento de forma acessível, pois vivemos em um país com altas taxas de analfabetismo funcional".

Comemoração - O prêmio Jabuti, que completou meio século de existência em 2008, comemorou a efeméride com o lançamento do livro "Prêmio Jabuti - 50 Anos", editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O livro compila todos os vencedores da história do prêmio até 2007, em uma lista que começa com "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado, Melhor Romance de 1958. Para a 50ª edição do Jabuti, foram inscritas 2.141 obras.

sábado, 11 de outubro de 2008

Prêmio Jabuti elege os melhores

"O Filho Eterno" conta a história do filho do autor, Felipe, que nasceu com síndrome de Down.


O escritor Cristovão Tezza venceu o Prêmio Jabuti na categoria romance com O filho eterno (2007, Editora Record). O anúncio foi feito na tarde de ontem na Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo. O filho eterno conta a história do filho do autor, Felipe, que nasceu com síndrome de Down.

Tezza é natural de Lages, em Santa Catarina, mas mora em Curitiba desde seus 10 anos de idade, e fez daqui o cenário de boa parte de sua literatura. Ele é doutor em Literatura Brasileira, professor de Lingüística na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e já publicou dez romances, sendo que um deles (O fotógrafo) ganhou o prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor romance brasileiro de 2004.

Na segunda colocação do Prêmio Jabuti ficaram os romances O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Teixeira Carvalho, e Antonio, da escritora Beatriz Bracher. Na categoria poesia, o vencedor foi Ivan Junqueira, pelo livro O outro lado.

Em contos, o primeiro lugar ficou com Vera do Val, por Histórias do Rio Negro. E na categoria reportagem quem ficou em primeiro lugar foi o jornalista paranaense Laurentino Gomes, com seu best-seller 1808, que relata a fuga da família real portuguesa para o Brasil duzentos anos atrás.

Laurentino também ganhou, pela Academia Brasileira de Letras, o prêmio de melhor livro na categoria Ensaio, Crítica e História Literária de 2008. Paranaense de Maringá, Laurentino é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Administração pela Universidade de São Paulo.