quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Escritores afro-descendentes lembrados no Dia da Consciência Negra

Lima Barreto


"Mulheres negras escrevem de modo diferente das mulheres brancas", disse certa vez Toni Morrison, vencedora do Nobel de literatura em 1993. Longe de inflar um conflito de etnias, a intenção da autora é de diferenciar estilos e temas das literaturas feitos por brancos e por negros. Neste Dia da Consciência Negra, - 20/11 - estamos lembrando a trajetória de cinco escritores negros que têm seus nomes marcados na história da literatura brasileira e mundial.

Machado de Assis

O escritor, que era descendente de escravos alforriados, é o autor dos célebres romances “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”. Segundo o crítico literário americano Harold Bloom, o brasileiro é o maior autor negro da literatura ocidental: “Machado reúne os pré-requisitos da genialidade. Possui exuberância, concisão e uma visão irônica ímpar do mundo”, comentou. Neste ano comemoramos também o centenário do Bruxo do Cosme Velho.

Lima Barreto

O autor contemporâneo de Machado ficou consagrado pelo livro “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Barreto é responsável por frases lapidares, como a que resume o comportamento político no país: “O Brasil não tem povo, tem público”. Apesar de ter deixado poucos trabalhos, seu legado foi passado para a geração modernista, sobretudo Mario de Andrade.

Nelson Saúte

O moçambicano tem sua pátria como tema central de seus poemas e romances. Em “Os Narradores da Sobrevivência”, publicado em 2000, Saúte retrata a guerra civil que assolou Moçambique na década de 1980. A vantagem é ver o que se passa no continente africano a partir da visão de um de seus habitantes.

Agostinho Neto

Para quem pretende se aprofundar na história da África pós-colonial, os livros de Agostinho Neto devem ser de cabeceira. Ele foi o primeiro presidente de Angola e vencedor do Prêmio Lênin da Paz. Seus poemas trazem a temática da libertação e da união negra, como “Voz do Sangue”, que diz: “Eu vos sinto/negros de todo o mundo/eu vivo a vossa Dor/meus irmãos”.

Toni Morrison

É a ganhadora do Nobel por “A Canção de Solomon”, cujo personagem central busca sua identidade negra a partir do resgate dos seus antepassados. O livro já foi discutido e recomendado por Oprah Winfrey, apresentadora afro-americana de talk-shows. Depois de Richard Wright, autor negro dos anos de 1940, foi a segunda afro-descendente a vencer o National Book Award dos EUA.

Fonte: http://www.abril.com.br/noticias/

2 comentários:

Anônimo disse...

nossa me ajudo muito na minha pesquisa muito obrigada!!!!

Unknown disse...

Obg *0*