sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vidas Secas: 70 anos

Este ano estamos comemorando os 70 anos de um marco da literatura brasileira, o romance Vidas Secas, que revelou ao país uma realidade até então desconhecida por muitos brasileiros.
Ele relata a luta do nordestino contra a seca e contra a miséria. Um livro memorável que já vendeu mais de um milhão e meio de cópias e está na centésima sexta edição.

Lançado originalmente em 1938, é o romance em que o mestre Graciliano — tão meticuloso que chegava a comparecer à gráfica no momento em que o livro entrava no prelo, para checar se a revisão não haveria interferido em seu texto — alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.


Um comentário:

Renato Rocha disse...

Lembro-me de ter lido esse livro sobre indicação da Maristela quando a perguntei sobre os motivos que a fizeram migrar do Nordeste para cá.

Nunca me esqueço das pelejas de Fabiano e sua mulher no agreste nordestino. Inesquecível também é o comportamento de baleia, a cadela da família.

Ainda a respeito desse livro, vale a pena assistir ao filme feito pelo Nelson Pereira do Santos. Um marco no cinema novo brasileiro.