Com ares europeus, Buenos Aires é também um dos mais importantes pólos literários e editoriais da América Latina. Grandes editoras estão baseadas na Argentina, e a capital é pródiga em livrarias e em sebos. Mesmo a crise não afetou o incondicional apreço que os argentinos têm pelas letras.
Talvez tão tradicionais quanto os famosos cafés portenhos, livrarias antigas compõem parte do rico histórico literário da cidade. Algumas remontam ao início do século passado e seguem funcionando no centro vibrante de Buenos Aires. Outras, mais novas, mantêm a forte tradição que faz do argentino, entre todos os latino-americanos, um dos principais amantes das letras.
Vale lembrar que em Buenos Aires não existe o sebo tal qual o conhecemos no Brasil. Lá, várias livrarias vendem livros novos e usados, e algumas se especializaram em obras antigas e edições históricas. Essas são bastante numerosas e chamadas de livrarias-antiquário.
O viajante que quiser conhecer um pouco mais da alma recôndita dos portenhos precisa, mais que simplesmente se fartar com suculentas carnes e comprazer ao olhar com os belíssimos espetáculos de tango, mergulhar no universo literário. Seja nas novas livrarias comerciais, naquelas que ocupam edifícios históricos ou nas livrarias-antiquário, haverá sempre parte da história e da cultura do país repousada nas estantes, à espera do viajante curioso.
Visitar algumas dessas livrarias chega a ser uma aventura saborosa. Algumas têm cafés e permitem que os ávidos leitores se entorpeçam com os livros entre uma "lágrima" (xícara de leite com uma gota de café, a "lágrima") e uma xícara de "mate-cocido" (a tradicional erva, fervida e servida com limão e um pouco de açúcar).
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5030.shtml)
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